domingo, 26 de agosto de 2012

Jogos empresariais: valem à pena?


Especialista fala sobre a importância deste método, que proporciona ao usuário um laboratório para testar seus conhecimentos e habilidades

Atualmente, as organizações visualizam a necessidade de profissionais flexíveis, criativos, dinâmicos, empreendedores, intérprete das necessidades do cliente, entre outras características, que o diferencie do mercado, distinguindo também a empresa. Desta forma, foi revista a necessidade de treinamento de perfis promissores. Assim, cada vez mais, os Jogos de Empresas vêm sendo uma das alternativas utilizadas pelas organizações.

Os Jogos de Empresas possibilitam um aprendizado e treinamento das habilidades em uma metodologia de simulação que interage com o sistema, saindo da situação passiva. O jogo procura aproximar a realidade do cotidiano empresarial, em um ambiente no qual também há necessidade de gerenciar, tomar decisões e lidar com a competitividade. A importância deste método é proporcionar ao usuário um laboratório para testar seus conhecimentos e habilidades, agregando novas compreensões.

O desafio deste método de aprendizagem encontra-se a partir de uma avaliação grupal e/ou individual no qual possa realmente apresentar um auto desenvolvimento dos participantes, por meio de feedback e discussões em modo e postura profissional, para que novas atitudes sejam fixadas.
Os obstáculos acabam por ser o acompanhamento das opções de mudança no dia a dia do profissional participante. Ele passa a compreender que suas falhas no jogo podem ocorrer também no ambiente organizacional; e que o aprendizado é a oportunidade de rever sua postura dentro da empresa, para tomada de decisões e ter ações assertivas.

Este tipo de ação pretende alcançar um aprendizado e resultados qualitativos dos participantes, sendo o objetivo do mesmo ser um mediador de desenvolvimento da capacidade já existente em cada profissional participante, focando implementar e aprimorar o Planejamento Estratégico, estimular o pensamento criativo, desenvolver potencialidades, permitir a reflexão de processos, estimular o trabalho em equipe, avaliar o desempenho grupal, estimular as responsabilidades de decisões e a filosofia da delegação de poder, e incrementar o processo de auto desenvolvimento.


Será que estes jogos valem à pena? Sim, e muito. Com simples ações das empresas, os colaboradores aprendem sobre si mesmo e como podem melhorar sua atuação na organização. Ou seja, não é bom apenas para um dos lados, mas sim para ambos. O conhecimento é o maior bem que temos, possui um valor intangível, e certamente com ele podemos crescer profissionalmente e fazer com que a empresa conquiste seus resultados por meio de sua contribuição.
 
Priscila Soares 
Gerente de Recursos Humanos da Trevisan Outsourcing priscila.soares@trevisan.com.br


Quais lições e resultados os games agregam à sua marca?


Professor de Stanford, Byron Reeves fala como empresas podem “emprestar” estratégias dos games para liderar mercados

Muitas rotinas ligadas ao treinamento de equipes e de executivos passam a contar com ferramentas de jogos e atividades que transmitem aprendizado e geram engajamento.

Para o professor Byron Reeves, da Universidade de Stanford, os jogos e a realidade virtual muda o modo com que as pessoas e organizações pensam e interagem. Em seu livro Total Engagement: Using Games and Virtual Worlds to Change the Way People Work and Businesses Compete, o autor aponta características bem-sucedidas, que podem ser transpostas para o universo empresarial:
  • Autorrepresentação: a criação de uma identidade (desde um endereço de e-mail até algo complexo como um avatar);
  • Narrativa: quando um jogo expõe uma narrativa, o usuário se sente parte da história;
  •  Feedback instantâneo: todos os jogos proporcionam feedbacks constantes, prendendo a atenção do usuário e gerando maior participação e interesse;
  • Rankings e níveis: ao contrário do mundo real, nos games as pessoas encontram a possibilidade de romper com seu status atual e atingir novas metas e posições;
  • Transparência: a meritocracia é uma constante em muitos jogos e geralmente há uma exposição clara do status, ranking e valores de cada um dos jogadores;
  • Economia: os games atuais e mundos virtuais possibilitam o uso de moedas, assim como no mundo real, porém inseridas dentro de seu próprio contexto – é o conceito da recompensa;
  • Equipes: em muitos jogos é necessário colaborar para vencer. Esse tipo de ferramenta desenvolve o trabalho em equipe e melhora interações;
  • Comunicação: os jogos de hoje permitem a troca de experiências e mensagem em múltiplos canais, gerando experiências mais engajadoras;
  • Regras: as regras nos games são claras – geralmente se sabe como ir do ponto A ao ponto B. Mas como ser promovido na sua empresa? A falta de regras claras que definam o rumo do sucesso nas organizações pode derrubar a motivação;
  • Parâmetros de tempo: os jogos definem tempos e limites para a realização de tarifas, gerando experiências marcantes.

Gamification

As estratégias de marketing ligadas aos games também geram fidelização e engajamento de clientes por meio de pontuações, rankings e “badges”, cresce a um ritmo até mesmo superior ao marketing em mídias sociais.

A consultoria M2 Research elaborou estudo onde prevê que nos Estados Unidos o mercado de marketing baseado em games irá gerar um total de US$ 100 milhões este ano, mas espera que esse total chegue à casa de US$ 2,8 bilhões até 2016.

No mesmo período, a consultoria estima que os gastos com marketing em mídias sociais passem dos atuais US$ 2 bilhões para US$ 9 bilhões.

Fonte: Portal HSM